Livro de Melquisedeque - Capitulo 25

1

A noite escura e fria, através de suas longas horas, parecia zombar da luz.

2

Ofuscaria para sempre as belezas da criação? Oh, jamais!

3

O sol não recuaria ante a imponência das trevas; surgiria em breve como um libertador, arrebatando com seus cálidos raios a natureza das frias garras, dando-lhe vida e cor.

4

Num último desafio, as trevas tornaram-se densas nas horas que antecederam o alvorecer.

5

A noite arregimentava suas forças para lutar pelo domínio usurpado.

6

Finalmente, surgiu no leste um lampejo que parecia falar de esperança em um novo dia.

7

O céu aos poucos tornou-se colorido de um vermelho vivo.

8

As trevas impotentes recuaram ante a força crescente da luz e foram consumidas em sua fuga.

9

A natureza começou a despertar da longa noite, refletindo em seu seio os saudosos raios.

10

Flores abriram-se, exalando perfumes de alegria; animais e aves, silenciados pela noite, uniram as vozes num cântico triunfal em saudação ao alvorecer daquele dia grandioso.

11

A negra noite chegara ao fim, dando lugar à luz do dia sonhado; dia que para Deus tinha um sentido especial, pois prefigurava a final vitória de Seu reino sobre o domínio da rebeldia.

12

Sétimo dia – O Eterno exalta o homem

O Eterno agora despertaria Seus filhos humanos que, banhados pela luz de Sua presença, haviam adormecido na esperança de um alvorecer feliz.

13

Numa marcha festiva, todas as hostes santas, com cânticos de vitória, acompanharam-No rumo ao paraíso banhado em luz.

14

Quando já estavam próximos, o Criador deteve-Se contemplando o casal adormecido, e exclamou suavemente: "Acordem meus filhos".

15

Sua voz penetrou nos ouvidos de Adão e Eva, despertando-os para a mais feliz comunhão.

16

Quão depressa raiara a acalentada manhã, trazendo em sua luz o doce paraíso, perdido naquela noite!

17

Com alegria o casal saudou o divino Criador, unindo-se aos anjos em cânticos triunfais.