Livro de Melquisedeque - Capitulo 5

Deus cria as criaturas celestes

1

O eterno continuou Sua obra de criação, trazendo à existência inumeráveis hostes de anjos, os ministros do reino da luz.

2

A Cidade Santa ficou povoada por essas criaturas radiantes que, felizes e gratas, uniam as vozes em belíssimos cânticos de louvor ao Criador.

3

Deus traria agora à existência o Universo que, repleto de vida, giraria em torno de Seu trono firmado em Sião.

4

Acompanhado por Seus ministros partiu para a grandiosa realização.

5

Depois de contemplar o vazio imenso, o Eterno ergueu as poderosas mãos, ordenando a materialização das multiformes maravilhas que haveriam de compor o cosmo.

6

Sua ordem, qual trovão, ecoou por todas as partes, fazendo surgir, como que por encanto, galáxias sem conta, repletas de mundos e sóis, paraísos de vida e alegria, tudo girando harmoniosamente em torno do monte Sião.

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Ao presenciarem tão grande feito do supremo Rei, as hostes angelicais prostraram-se, fazendo ecoar pelo espaço iluminado um cântico de triunfo, em saudação à vida.

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Todo o Universo uniu-se nesse cântico de gratidão, em promessa de eterna fidelidade ao Criador.

9

Guiados pelo Eterno, os anjos passaram a conhecer as riquezas do Universo.

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Nessa jornada pelo universo ficaram admirados ante a vastidão do reino da luz.

11

Por todas as partes encontravam mundos habitados por criaturas felizes que os recebiam em festa.

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Os anjos saudavam-nos com cânticos que falavam das boas novas daquele reino de paz.

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O livre arbítrio de escolha de todas as criaturas celestes

Tão preciosa como a vida, a liberdade de escolha, através da qual as criaturas poderiam demonstrar seu amor ao Criador, exigia um teste de fidelidade.

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Com o propósito de revelá-lo, o Eterno conduziu as hostes por entre o espaço iluminado, até se aproximarem de um abismo de trevas que contrastava com o imenso brilho das galáxias.

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Ao longe, esse abismo revelara-se insignificante aos olhos dos anjos, como um pontinho sem luz; mas à medida de sua aproximação, mostrou-se em sua enormidade.

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O Criador, que a cada passo revelava aos anjos os mistérios de Seu reino, ficou ali silencioso, como que guardando para Si um segredo.

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As trevas daquele abismo consistiam no teste da fidelidade.

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Voltando-Se para as hostes, o Eterno solenemente afirmou: "Todos os tesouros da luz estarão abertos ao vosso conhecimento, menos os segredos ocultos pelas trevas. Sois livres para me servirem ou não. Amando a luz estareis ligados à Fonte da Vida".

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Com estas palavras fez Deus separação entre a luz e as trevas, o bem e o mal.

20

O Universo era livre para escolher seu destino.