Livro de Melquisedeque - Capitulo 81

Caim cai em tentação

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Em seu amor pelo saber, e apego a toda a revelação, Caim começou ter sua atenção voltada para o falso brilho que, inicialmente parecia tornar mais claro e seguro o caminho da redenção.

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Com ânimo apresentava para seus familiares que, admirados reuniam-se aos seus pés, os pensamentos de aparente sabedoria e graça, gerados pela sua nova experiência.

3

Longe estavam de saber que aquelas ideias tão belas e cativantes, eram originadas por aquele que através da serpente conseguira seduzir Eva.

4

Em suas palavras e louvores, Caim passou a exaltar o Salvador, bendizendo o Seu futuro sacrifício.

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Inspirando esses pensamentos, Satanás ganhava a simpatia não somente de Caim, como também de toda aquela família.

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Todavia, Caim que aparentemente tornava-se num eloquente mestre e pregador da justiça e da verdade, iludido em sua falsa segurança, começou a menosprezar em seus ensinos o sacrifício do cordeiro sobre o altar.

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Argumentava que somente as ilustrações da natureza e as instruções verbais, eram suficientes para gravarem na mente humana as verdades da redenção.

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Apelando às emoções da família, dizia que o objetivo estabelecido pelo Criador por meio daqueles sacrifícios, já havia sido alcançado na vida deles; poderiam evitar agora essa dor, apresentando sobre o altar ofertas de flores e frutos, símbolos naturais da redenção.

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Um grande laço armara-se sobre aquela família, levando-a à uma grande luta íntima.

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De um lado estava o caminho da dor e do altar banhado em sangue, e do outro, a alegria de uma aparente vitória, comemorada por um altar coberto com flores e frutos.

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Caso aceitassem a proposta vinda através de Caim, cairiam sob o domínio do tentador.

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Com a família em prova, Satanás insistia por meio de Caim, procurando levá-los a decidirem de seu lado, afirmando que o Eterno não Se importaria com essa mudança, que expressava amadurecimento e gratidão pelo Seu sacrifício, também simbolizado pelas flores e frutos.

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Todo o Universo estava em comoção, diante da decisão que aquela família estava preste a manifestar.

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O que estava em jogo, era o trono do Universo.

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Depois de renhida batalha espiritual, conscientes do engano que se escondia nas palavras de Caim, aqueles pais temendo serem arrastados para distante do Salvador, decidiram rejeitar aquela proposta.

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Influenciados por essa decisão em favor da verdade revelada por o Eterno, Abel e sua irmã mais nova colocaram-se ao lado dos pais.

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Somente a irmã mais velha, que cultivava no íntimo grande admiração por Caim, permaneceu indecisa, favorecendo seu irmão mais velho nas discussões que tiveram lugar.

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Embora contassem com a queda de toda a família humana, as hostes inimigas da luz se alegraram em ter novamente Caim como escravo.

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Batalhariam agora pela conquista daquela jovem indecisa que, unida ao irmão, poderia se tornar mãe de uma geração pecadora, no seio da qual se fortificaria o reino das trevas.

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Ao tomarem consciência da posição rebelde de Caim, Adão e Eva, seguidos por seus dois filhos fiéis, passaram a rogar-lhe com amor, tentando convencê-lo do erro.

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Aquele filho, contudo, mantinha sua posição sem ser agressivo.

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Estava confiante de ter aprovação do Criador para suas ideias revolucionárias.